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Diesel manterá participação predominante no setor de transportes na década

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, demanda por caminhões e ônibus puxará crescimento do consumo do derivado até 2032


Por CombusPro


O óleo diesel continuará como a principal fonte energética do setor de transportes brasileiro, crescendo 2,5% a.a. entre 2022 e 2032, de acordo com um estudo recentemente lançado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).


Ao final desse período, o combustível responderá por 52% da demanda energética do setor, com um incremento de 18 bilhões de litros de gasolina equivalente (lge), em função do crescimento da demanda por caminhões e ônibus.


Fonte: EPE


O principal vetor de crescimento é o segmento de transporte de cargas, que seguirá intensivo no uso do combustível, uma vez que não há perspectiva de expressiva substituição por fontes energéticas alternativas.


O derivado de petróleo também seguirá predominante no transporte rodoviário coletivo de passageiros. Isso porque a eletrificação ainda enfrenta barreiras significativas no curto prazo, em função do preço de aquisição dos veículos e da infraestrutura de carregamento.


No caso do transporte rodoviário individual, os veículos flex-fuel – que são capazes de utilizar tanto gasolina como etanol – manterão a maior participação na frota total do país até 2032.


Apesar de a eletrificação de veículos ter ganhado relevância no Brasil nos últimos anos, a adoção maciça dessa tecnologia esbarra em entraves, como altos preços, inexistência de indústria doméstica de baterias e componentes, e infraestrutura de recarga incipiente.


Assim, ainda que a eletricidade apresente a maior taxa de crescimento no decênio dentre todas as fontes energéticas no setor de transportes em geral, de 9% ao ano, sua participação continuará baixa.


Já o etanol hidratado deve recuperar sua participação, com um incremento de 11 bilhões lge no período, deslocando parcela da demanda potencial de gasolina.


O querosene de aviação (QAV) também tornará a crescer nos próximos dez anos, diante da

recuperação do setor aéreo, que foi o mais afetado pela pandemia de COVID-19, do

aumento do PIB per capita e de novos investimentos em aeroportos.


Os biocombustíveis líquidos (etanol anidro e hidratado, biodiesel e outros) ampliarão a sua participação na demanda energética do setor de transportes de 24% em 2022 para aproximadamente 30% em 2032, segundo a EPE.


Curto prazo


A EPE também publicou, recentemente, um estudo sobre a demanda total (considerando-se, portanto, todos os setores) de combustíveis em 2023 e 2024.


A projeção é que o consumo siga em alta nos dois anos, embora em ritmo menor. O crescimento do agronegócio e da mobilidade impulsionam a demanda, especialmente de diesel.


Para este ano, a EPE prevê aumento de 3,1% nas vendas de óleo diesel, de 2,4% nas vendas de gasolina C, de 2,5% nas vendas de etanol hidratado, de 14% nas vendas de QAV, enquanto as vendas de GLP crescem 1,4%.


Fonte: EPE


Os preços e o câmbio ainda afetam o consumo de QAV, especialmente os voos internacionais. Contudo, companhias aéreas brasileiras têm anunciado a aquisição de novas aeronaves e a expansão das operações, visando ao aumento da oferta de voos nos próximos anos. Assim, esse consumo deve seguir em recuperação, alcançando os níveis pré-pandemia entre o fim de 2023 e início de 2024.


Para os combustíveis do ciclo Otto, estima-se que a tendência de crescimento se manterá em 2023 e 2024, com a participação da gasolina C no mesmo patamar.


A recuperação da safra de cana-de-açúcar, junto com o aumento consistente da produção de etanol a partir do milho, contribuirá para a expansão da oferta desse biocombustível.

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