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Diesel verde pode contribuir para a segurança energética do país, avalia Abiove

Diversas empresas estão investindo na produção do combustível, que foi especificado pela ANP em 2021

Por CombusPro

O diesel verde pode ajudar o Brasil a diminuir as importações de diesel mineral e ampliar a sua segurança energética, avalia o diretor de economia e assuntos regulatórios da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Daniel Amaral.

Ele destaca ainda o potencial do diesel verde de contribuir com a melhoria do ar e a redução de emissão de gases de efeito estufa.

“Em especial se produzido a partir de matérias primas certificadas pelo RenovaBio [política nacional de estímulo à produção de biocombustíveis],” disse Amaral à CombusPro.

Também conhecido como diesel renovável, o diesel verde é um derivado de matérias-primas graxas renováveis, como óleos vegetais e gorduras animais, podendo substituir parcial ou totalmente o diesel mineral para composição do diesel comercial.

Especificado por uma resolução da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2021, ele pode ser produzido por diversas rotas tecnológicas, como o óleo vegetal hidrotratado (Hidrotreated Vegetable Oil ou HVO, em inglês).

Uma das empresas que estão investindo no diesel verde é a Petrobras, no âmbito do seu Programa BioRefino.

A iniciativa prevê a expansão da produção do que a estatal chama de Diesel R, produzido por coprocessamento de diesel mineral com óleo vegetal, contendo uma parcela de diesel verde variando de 5% (Diesel R5) até 10% (Diesel R10).

A Petrobras estuda adequações para coprocessamento do Diesel R nas refinarias Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, e Abreu e Lima(Rnest), em Pernambuco. Além disso, avalia novas plantas dedicadas à produção do Diesel R100, com matéria-prima 100% sustentável, na Rnest e no Polo Gaslub, no estado do Rio de Janeiro.

Recentemente, a Acelen, do grupo árabe Mubadala, assinou um memorando de entendimentos com o governo da Bahia para a produção de diesel e querosene de aviação (QAV) renováveis.

A empresa, que opera a refinaria de Mataripe, no Recôncavo Bahiano, prevê investir mais de R$ 12 bilhões em combustíveis renováveis, iniciando produção no primeiro trimestre de 2026.

Na primeira fase do projeto, será usado o óleo de soja e matérias-primas complementares. Na segunda etapa, serão incluídos os óleos de Macaúba e de dendê.

A capacidade de produção será de 20 mil barris/dia, cerca de 1 bilhão de litros ao ano, equivalente ao abastecimento anual de 1,1 milhão de veículos.

Outro destaque é o grupo Brasil Biofuels (BBF), que planeja iniciar a produção de diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF) ao final de 2025.

A matéria prima para os biocombustíveis será o óleo de palma produzido pela BBF no interior de Roraima. Já o refino será feito em uma planta em construção na Zona Franca de Manaus (AM).

Com investimento de mais de R$ 2 bilhões, a nova planta terá capacidade de produzir 500 milhões de litros anualmente de diesel verde e SAF.

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