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Entidades apontam aumento dos preços na Refinaria Clara Camarão

Planta no Rio Grande do Norte foi vendida pela Petrobras à 3R Petroleum.

Por CombusPro

A Petrobras concluiu, na última semana, a venda do Polo Potiguar, no Rio Grande do Norte, à 3R Petroleum.

Além de 20 concessões de campos de produção de petróleo e gás terrestres e de águas rasas, o polo inclui a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC) e o Terminal Aquaviário de Guamaré.

Na avaliação da direção do Sindicato dos Petroleiros do RN, a venda do Polo Potiguar representa uma volta da paridade de preços com base no mercado internacional – mais volátil e com valores fixados ao dólar norte-americano.

Segundo a entidade, a nova operadora da RPCC já teria elevado o preço da gasolina e do diesel.

De acordo com o Observatório Social do Petróleo (OSP), a RPCC passou, após a privatização, a vender combustíveis acima dos valores cobrados pelas refinarias da Petrobras e o diesel mais caro do país, com uma diferença de preço que chega a 12%.

“No comparativo com o preço médio cobrado pela Petrobras, a RPCC aumentou em 8,7% o litro da gasolina, que subiu de R$ 2,68 para R$ 2,91. E o diesel S-500 foi de R$ 2,85 para R$ 3,36, uma alta de 18%”, afirmou o OSP em comunicado à imprensa divulgado na terça-feira (13/6).

Em nota enviada à CombusPro, a assessoria de imprensa da 3R Petroleum pontuou que os preços dos produtos derivados produzidos pela companhia seguem parâmetros de mercado, tais como o dólar, o valor de referência internacional do petróleo e custos logísticos para recebimento de derivados na região Nordeste.

A companhia acrescentou que ajustes nos preços podem ocorrer de forma recorrente, “amparados por critérios técnicos e condições de mercado”.

Em maio, a Petrobras anunciou uma nova estratégia comercial para precificação dos combustíveis produzidos em suas refinarias, abandonando a sujeição obrigatória ao chamado preço de paridade de importação (PPI).

Com capacidade para processar 39,6 mil barris de óleo por dia, a RPCC atende aos mercados de gasolina, diesel, bunker e querosene de aviação do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba, “com potencial para expandir a atuação nesses mercados e atingir outros estados fronteiriços”, segundo a 3R.

Já o Terminal de Guamaré tem, de acordo com a empresa, “alta capacidade de exportação, importação e cabotagem de óleo e derivados”.

Nos últimos anos, a Petrobras vendeu outras quatro refinarias: RLAM (atual Mataripe), na Bahia, para o grupo Mubadala; Reman (atual Ream), no Amazonas, para a Atem Distribuidora, Paraná Xisto (SIX), no Paraná, para a Forbes & Manhattan, e Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará, para a Grepar Participações.

A última operação, porém, ainda depende de aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para ser concluída.

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