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Importações de combustíveis devem crescer em 2023, prevê associação

A CombusPro conversou com o presidente executivo da Abicom, Sérgio Araújo


Por CombusPro


A demanda por gasolina e diesel em 2023 no Brasil deve crescer entre 2% e 3% em relação ao ano passado, exigindo um aumento das importações dos combustíveis.


A previsão é do presidente executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo.


“Como não existe ainda nenhuma possibilidade de aumento da oferta de produto nacional, será necessário importar um volume um pouco maior que o observado no ano passado, que ficou em torno de 30% da demanda do diesel e de 8% a 10% do consumo de gasolina”, disse Araújo à CombusPro.


De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Brasil importou 14,4 milhões de m3 de óleo diesel e 3,3 milhões de m3 de gasolina entre janeiro e novembro de 2022.

Confira aqui um balanço das importações de diesel e gasolina no país em 2022.


PREÇOS


A importação de combustíveis por agentes privados é diretamente afetada pelos preços praticados no mercado doméstico pela Petrobras, que detém posição dominante no refino nacional.


Segundo o relatório mais recente da Abicom sobre os preços domésticos em relação à paridade de importação (PPI), o preço da gasolina A vendido pela estatal no último dia 16 apresentou defasagem média de 8% em relação ao preço de paridade de importação, com desconto médio de R$ 0,28 por litro, enquanto o diesel manteve-se alinhado ao PPI.


Para Araújo, o futuro da política de preços de combustíveis da Petrobras sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva – acionista controlador da companhia – ainda é uma incógnita.


“Há boatos sobre ‘abrasileirar’ preços e acabar com a política de PPI, mas não acredito que isso acontecerá. Como a Petrobras é uma empresa de capital misto, mesmo sob nova direção, será difícil desvincular o preço da paridade de importação”, justificou.


Ele assinalou que uma empresa de capital misto tem como objetivo obter o melhor resultado para seus acionistas.


“Então acredito que alguma alternativa terá de ser vista pelo governo no que se refere à questão social, como a criação de um fundo de estabilização de preços,” completou Araújo.


MATARIPE


Também no dia 16 de janeiro, Abicom identificou uma defasagem de 3% no preço do diesel na refinaria de Mataripe, na Bahia, operada pela Acelen, do grupo árabe Mubadala.


Segundo Sérgio Araújo, a defasagem verificada (desconto de R$ 0,11 por litro) pode estar relacionada a algum componente comercial, considerando-se os estoques do combustível, por exemplo.


Ele ponderou que a Acelen têm buscado praticar o PPI, com seus preços alinhados à paridade de importação na maior parte do tempo.


“Mas, como os reajustes são semanais, podem ocorrer pequenas variações e diferenças dentro da mesma semana”, explicou.

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