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Importações de diesel e gasolina em alta no Brasil

Atualizado: 22 de dez. de 2022

Volume trazido do exterior entre janeiro e outubro totalizou 16,6 milhões de m3; confira as principais portas de entrada dos combustíveis


Por CombusPro


O Brasil importou 16,6 milhões de m3 de diesel e gasolina entre janeiro e outubro de 2022, segundo dados mais recentes da ANP.


O volume é 17% maior que o registrado no mesmo período de 2021, quando foram importados 14,2 milhões de m3.


As importações de diesel subiram de 12,5 milhões de m3 para 13,7 milhões de m3, crescimento anual de 13%, e as de gasolina, de 2 milhões de m3 para 2,8 milhões de m3 (+40%).


Uma das principais razões para a alta foi a busca, pelos fornecedores, de garantir estoques em meio à Guerra na Ucrânia, que restringiu a oferta internacional de combustíveis.


A Petrobras respondeu por 61,3% e 39% das importações de gasolina e diesel, respectivamente, este ano.


A principal porta de entrada dos dois combustíveis no Brasil é o Porto de São Luís, no Maranhão, por onde passaram 5,7 milhões de m3 nos dez primeiros meses de 2022.


Na sequência estão os portos de Paranaguá (2 milhões de m3), Santos (1,6 milhão de m3), Fortaleza (1,4 milhão de m3) e Suape (1,3 milhão de m3).



A maior participação do diesel nas importações reflete o déficit de oferta nacional do combustível. Entre janeiro e outubro, as refinarias brasileiras produziram cerca de 38 milhões de m3 de diesel, ante vendas totais da ordem de 50 milhões de m3 pelas distribuidoras.


A principal produtora de diesel no país é a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, que, no período, entregou 8,3 milhões de m3.


Fonte: ANP


Segundo dados mais recentes disponibilizados pela ANP, somente em setembro foram deferidas 288 licenças de importação de diesel, contemplando um total de 1,4 bilhão de kg.


A principal requerente, em termos de quantidade solicitada, foi a Oil Trading, seguida pela Vibra Energia, Refinaria de Mataripe (antiga RLAM), Blueway Trading e a Petrobras, considerando-se as cinco primeiras posições.


Fonte: ANP


Os países de origem das importações no período foram, por ordem decrescente, os Estados Unidos, Índia, Arábia Saudita, Rússia, Bélgica, Emirados Árabes Unidos, França, Reino Unido e Países Baixos.


Fonte: ANP


A dependência das importações de diesel é um dos principais componentes da inflação no Brasil.


Em 4 de outubro, entre os dois turnos das eleições presidenciais, o então candidato à reeleição Jair Bolsonaro anunciou que novas cargas de diesel oriundas da Rússia contribuiriam para a queda dos preços dos combustíveis no país.


Desde aquela data até a última semana de novembro, o preço médio praticado por produtores e importadores de diesel apresentou leve queda, de R$ 4,89/ litro para R$ 4,87/ litro, de acordo com dados mais recentes da ANP.


A formação dos preços pelos produtores e importadores leva em conta, basicamente, a cotação internacional do barril de petróleo, a variação cambial entre o real e o dólar e o custo do frete.



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