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Instituto Combustível Legal prevê queda de roubo de combustíveis na Amazônia

Quase 4 milhões de litros de gasolina e óleo diesel foram roubados na região Norte em 2022

Por CombusPro

O número de roubos de combustíveis em rios na região Norte do país deve cair em 2023, prevê o presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz.

“O novo governo se mostra atento às questões ambientais e já apresentou bastante interesse em garantir o desenvolvimento e a segurança na região Amazônica,” disse o executivo à CombusPro.

A região Norte abriga o maior rio do mundo em extensão e volume, o Amazonas, com 6.571 km de extensão, drenando a água de aproximadamente 7 mil afluentes.

O suprimento de combustíveis em diferentes localidades é feito por transporte aquaviário, o que impõe uma série de desafios.

No ano passado, quase 4 milhões de litros de gasolina e óleo diesel foram roubados em cidades como Paraná do Espírito Santo, Itacoatiara e Manaus.

Uma das áreas mais perigosas é a do Baixo Amazonas, entre os municípios de Itacoatiara e Parintins, até a cidade paraense de Juruti. Os ataques piratas e a falta de segurança no transporte de cargas nos rios da região provocam prejuízos anuais de R$ 100 milhões.

Os criminosos usam o combustível roubado para promover o abastecimento de veículos usados em atividades ilegais, como o garimpo, extração de madeira e tráfico de drogas.

As ocorrências colocam também em risco o suprimento de energia elétrica aos chamados sistemas isolados, que, por não estarem conectados à rede elétrica nacional por linhas de transmissão, dependem de usinas termelétricas movidas a diesel.

Durante a campanha presidencial, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que, se eleito, investiria para combater o crime organizado na Amazônia.

No início de janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, autorizou o emprego da Força Nacional de Segurança Pública para combater a criminalidade no interior do Amazonas.

A base de segurança fluvial foi instalada pelo governo na região conhecida como "corredor do tráfico", na altura da cidade de Coari, no médio Solimões.

As empresas de navegação têm investido recursos próprios para manter a regularidade no abastecimento de combustível aos municípios da região Norte.

Entre as ações realizadas estão a contratação de escoltas de segurança para acompanhar os comboios e o monitoramento, via satélite, das embarcações 24 horas por dia.

No ano passado, o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Amazonas (Sindarma) encaminhou ofício às distribuidoras de combustível que operam no estado solicitando apoio para reduzir os prejuízos provocados pelos ataques piratas.

Após o envio do documento, algumas distribuidoras se manifestaram dispostas a arcar com custos de escoltas e de seguros das cargas.

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