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Número de refinarias privadas no Brasil crescerá em 2023

Desinvestimentos da Petrobras e novos projetos de particulares vão engrossar a lista neste ano


Por CombusPro


Com a conclusão da venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no final de novembro, da Petrobras para a Atem Distribuidora, o Brasil passou a ter nove refinarias privadas – número que aumentará em 2023.


Outras três plantas de propriedade de particulares foram também recentemente desinvestidas pela estatal: Mataripe (antiga RLAM), na Bahia, vendida para o grupo Mubadala; Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, para a brasileira 3R Petroleum; e Paraná Xisto (SIX), no Paraná, para a Forbes & Manhattan.


As demais refinarias privadas autorizadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) são a Rio Grandense, no Rio Grande do Sul, Manguinhos, no Rio de Janeiro, SSOIL Energy e Univen, em São Paulo, e Dax Oil Refino, na Bahia.


Juntas, as nove refinarias têm capacidade para processar cerca de 560 mil barris de petróleo por dia, o que corresponde a 23% da capacidade nacional (2,464 milhões de b/d).


Em breve, a Petrobras deve concluir o processo de venda da Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará, para a Grepar Participações, cuja capacidade de processamento é de 10,4 mil b/d.


Fonte: CombusPro, com base em dados da ANP


Já os processos de venda de suas refinarias Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, devem ser encerrados, a exemplo do que ocorreu com o desinvestimento da Gabriel Passos (Regap).


Isso porque, conforme já publicado pela CombusPro, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva deseja manter a Petrobras como empresa fortemente integrada – produzindo e refinando petróleo –, o que possivelmente implicará novos investimentos na ampliação de sua capacidade de refino.


Outros projetos


Além das plantas vendidas pela estatal, o país deve ganhar, no ano que vem, uma nova refinaria privada no Ceará.


O projeto da Noxis Energy recebeu, em dezembro, autorização do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) para ser instalado no complexo industrial e portuário de Pecém, no Ceará.


O projeto, que está em fase de licenciamento ambiental, terá uma capacidade total de processamento de 50 mil b/d, incluindo gás liquefeito de petróleo (GLP), gasolina A, diesel automotivo e óleo combustível marítimo (bunker).


E, já com autorização da ANP, está um empreendimento da Brasil Refinarias em Simões Filho, na Bahia. Em fase de construção, a refinaria terá capacidade para processar 736 b/d de petróleo.


O grupo norte-americano Oil Group chegou a anunciar projetos que preveem a construção de quatro refinarias modulares nas regiões Sudeste e Nordeste e duas miniplantas no Centro-Oeste e Norte, mas os empreendimentos ainda não saíram do papel.




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