top of page

Oferta de etanol no Brasil pode crescer mais de 50%

Em todos os cenários projetados pela Empresa de Pesquisa Energética, a cana-de-açúcar seguirá como principal matéria prima para produção do biocombustível.


Por CombusPro


A oferta de etanol no Brasil deve crescer entre 18% e 53% entre 2022 e 2032, passando de 34,5 bilhões de litros por ano para, pelo menos, 40,7 bilhões ou até 52,9 bilhões de litros anuais, segundo projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).


Os dois cenários – “baixo” e “alto”, respectivamente – são parte de um estudo publicado recentemente pela estatal.


Já o cenário “médio” prevê um crescimento da ordem de 35%, com os volumes produzidos atingindo 46,8 bilhões de litros ao final do período.


Em todos os cenários, a cana-de-açúcar seguirá como principal matéria prima para produção do etanol, com o milho ampliando significativamente sua participação.




Segundo a EPE, os investimentos necessários para viabilizar o aumento da produção de etanol no país na década devem girar entre R$ 12,3 bilhões e R$ 29,5 bilhões de reais, no caso do etanol de cana de primeira geração (1G), e entre R$ 3 bilhões e R$ 10 bilhões para o de segunda geração (2G).


Em relação ao etanol de milho, o capex projetado até 2032 deve girar entre R$ 7,5 bilhões e R$ 15,9 bilhões.


Demanda


De acordo com o estudo, o consumo de etanol carburante – utilizado nas frotas movidas a gasolina C (gasolina A + etanol anidro) e etanol hidratado, além dos veículos flex fuel – poderá saltar de 31,2 bilhões de litros em 2023 para até 49,4 bilhões de litros em 2032.



Sobre a demanda por gasolina A, a EPE estima que, em 2032, o volume desse combustível poderá atingir 27,4 bilhões de litros no cenário de crescimento médio, montante próximo ao ocorrido em 2018 e 2019.



A Empresa de Pesquisa Energética ressaltou, no estudo, que, em todos os cenários, haverá necessidade de pequena importação de gasolina A em 2023. No caso do cenário “baixo”, também serão necessários volumes de importação do combustível entre 2030 e 2032.


Enquanto isso, o market share do etanol hidratado nos veículos flex fuel deve chegar a 38% no cenário de crescimento baixo da oferta de etanol na década. Já para os de crescimento médio e alto, alcançaria 48% e 57%, respectivamente.


Preços


Em um relatório divulgado na quarta-feira (14/12), o Itaú BBA informou que, em Paulínia (SP), os preços do etanol hidratado se desvalorizaram no início de dezembro, recuo causado principalmente pelo anúncio de redução de preço da gasolina A nas refinarias em R$0,20/l, seguindo as cotações do petróleo.


Na segunda semana do mês, conforme o indicador Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o hidratado fechou em R$ 2,78/l sem impostos, queda de 6,7% no comparativo com outubro.


De acordo com o banco, a perspectiva de preço de hidratado é de fortalecimento com a finalização da colheita no Centro-Sul, diminuindo a oferta de produto, e também com as questões voltadas para a volta dos impostos federais nos combustíveis (Cide e Pis/Cofins) programada para janeiro de 2023.


“No entanto, caso as cotações do petróleo voltem a cair, os preços do etanol poderão ser impactados,” concluiu o Itaú.



Fonte: Itaú BBA


Posts recentes

Ver tudo

Comments


bottom of page