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Petrobras ampliará produção de derivados no Rio de Janeiro

Estatal aprovou o projeto de engenharia para implantação de unidades de combustíveis e lubrificantes no Polo GasLub


Por CombusPro


A Petrobras aprovou o projeto de engenharia para implantação de unidades para produção de combustíveis e lubrificantes no Polo GasLub, em Itaboraí (RJ).


O empreendimento contempla unidades de hidrocraqueamento catalítico (HCC), de hidrotratamento (HDT), de desparafinação por izomerização por hidrogênio (HIDW), unidades auxiliares, utilidades e off-sites (extramuros).


Segundo a companhia, a implantação da planta de lubrificantes e combustíveis do GasLub integra sua estratégia voltada à expansão e adequação de um parque de refino mais moderno, com produtos de maior valor agregado e qualidade para atendimento ao mercado.


“Com esta nova unidade, a Petrobras se posicionará entre os produtores de óleos básicos lubrificantes de Grupo II, mais avançados,” declarou a Petrobras em comunicado de imprensa.


Ainda de acordo com a estatal, a nova configuração permitirá o uso adequado e rentável de grande parte das instalações e unidades do antigo Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro, atual GasLub), viabilizando o processamento de correntes intermediárias da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, e eliminando restrições operacionais.


Como resultado, o conjunto de unidades terá capacidade aproximada de produzir 12 mil barris por dia (bpd) de óleos lubrificantes de Grupo II, além de 75 mil b/d de Diesel S-10 e 20 mil b/d de querosene de aviação (QAV-1), de baixo teor de enxofre.


Panorama


De acordo com dados mais recentes da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção total de lubrificantes nas refinarias brasileiras totalizou 52 mil m3 em outubro.


De propriedade da Petrobras, a Reduc respondeu por 94% do total produzido, com 49 mil m3, seguida pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, com dois mil m3, e a Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), no Ceará, com mil m3.


As duas últimas plantas foram vendidas pela Petrobras aos grupos Mubadala, no caso de Mataripe, e Grepar Participações, no caso da Lubnor – operação esta que ainda não foi concluída.


A produção de diesel S-10 em outubro foi de 2 milhões de m3, com destaque para a Refinaria de Paulínia (Replan), em São Paulo, que respondeu por mais de um quarto do total (538 mil m3).


Já a produção de QAV no período totalizou 330 mil m3, com a Refinaria Henrique Lage (SP) entregando um terço do total (109 mil m3).


Histórico


Anunciado em 2006, o Comperj foi pensado, inicialmente, como um empreendimento que combinaria atividades de refino e petroquímica.


A ideia da Petrobras era aproveitar a proximidade do complexo com seus principais campos produtores no Brasil, na bacia de Campos, e – futuramente – no pré-sal da bacia de Santos.


Com o decorrer dos anos, contudo, o projeto foi sofrendo sucessivas modificações que contribuíram para atrasos em suas obras.


Os problemas se agravaram com o avanço da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que identificou irregularidades em contratos com empreiteiras responsáveis pelas obras do Comperj.


Posteriormente, o projeto passou a contemplar somente uma unidade de processamento de gás natural (UPGN) para receber gás de campos do pré-sal por meio do gasoduto Rota 3.


Esse projeto também sofreu atrasos devido à pandemia de Covid-19 e dificuldades financeiras experimentadas pelo consórcio entre a chinesa Shandong Kerui e a brasileira Método Potencial, responsável pela construção da UPGN.


Com isso, a Petrobras precisou lançar novas licitações para concluir o empreendimento, cujo início de operação, agora, está previsto para 2024.


Além da UPGN e das novas plantas de derivados de petróleo, uma usina termelétrica a gás natural poderá ser construída no GasLub – projeto que ainda está em estudo pela Petrobras.







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