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Petrobras investe em linha de combustíveis mais limpos

Principal produtora do país, estatal aposta em derivados com menor teor de enxofre e maior adição de conteúdo renovável.

Por CombusPro

Principal produtora de combustíveis no Brasil, a Petrobras está investindo em uma linha de derivados mais limpos.

Na quarta-feira (1/2), a estatal anunciou que descontinuará a comercialização do óleo combustível OCA1 (com teor máximo de 2% de enxofre), passando a oferecer ao mercado, exclusivamente, o OCB1, produto com teor máximo de 1% de enxofre.

Os óleos combustíveis são produzidos a partir de uma mistura de correntes oriundas do processamento de petróleo nas refinarias. A Petrobras comercializa com as distribuidoras, que revendem os produtos a grandes indústrias para o aquecimento de fornos e a geração de vapor em caldeiras.

Em nota, a companhia destacou que a redução do teor de enxofre no óleo combustível auxilia os consumidores do segmento industrial na redução das suas emissões e contribui para os objetivos de melhoria de qualidade do ar definidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

O atual plano de negócios da Petrobras prevê investimentos para aumentar em 318 mil barris por dia (b/d) a produção de diesel S-10, que possui dez partes de enxofre por milhão, antes as 500 partes por milhão do diesel S-500.

Cerca de US$ 600 milhões serão destinados ao biorrefino, com foco na produção de diesel renovável (também conhecido como diesel verde) e bioquerosene de aviação.

Em outubro de 2022, a Petrobras concluiu a primeira venda do diesel R5 para testes comerciais. Produzido na Refinaria Getúlio Vargas (Repar), o combustível é feito a partir do coprocessamento de óleos vegetais, como óleo de soja refinado, com óleo diesel de petróleo.

Ele sai da refinaria com 95% de diesel mineral (derivado do petróleo) e 5% de diesel verde e, posteriormente, recebe uma adição de 10% de biodiesel pelas distribuidoras.

Localizada no Paraná, a Repar já produz diesel com 5% de conteúdo renovável por meio de

coprocessamento, e tem potencial para alcançar até 10%. A capacidade atual é de 32 mil b/d de diesel R5.

De acordo com a Petrobras, o R5 possui desempenho igual ao diesel fóssil, e demonstrou a confiabilidade do produto durante todo o período de teste. A emissão da parcela renovável em relação ao diesel fóssil é até 60% menor.

A companhia tem ainda como ambições produzir combustível marítimo e outros derivados com conteúdo renovável nos próximos anos.

Experiência no RJ

Em dezembro de 2022, os caminhões da BR Aviation – unidade de negócios para o abastecimento de aeronaves da Vibra Energia e uma marca licenciada da Petrobras – começaram a operar, no Aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, com 10% de diesel verde em sua composição, em adição ao percentual de 10% de biodiesel definido pela regulação nacional.

“A perspectiva é que, gradualmente, haja um aumento do percentual de diesel verde ao longo dos anos e, com isso, uma maior redução de emissões na operação dos veículos”, declarou a Vibra em comunicado publicado em janeiro.

A partir de 2025, a empresa será offtaker da primeira biorrefinaria do Brasil dedicada à produção de diesel verde. A planta, localizada em Manaus, terá capacidade de produzir até 500 mil toneladas de combustíveis por ano.

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