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Petrobras reajusta preço da gasolina, mas mantém defasagem, segundo importadores

Estatal anunciou o primeiro aumento do preço do combustível desde junho de 2021


Por CombusPro


A Petrobras anunciou, na última terça-feira (24/1), o primeiro aumento do preço da gasolina em suas refinarias desde junho de 2021.


No entanto, o preço médio do combustível segue defasado em relação ao preço de paridade de importação (PPI), de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).


Em nota, a Petrobras informou que o litro da gasolina A passou a ser vendido, em média, por R$ 3,31 às distribuidoras a partir de quarta-feira (25/1), um aumento de R$ 0,23 por litro.


Considerando-se a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passou a ser, em média, R$ 2,42 a cada litro vendido na bomba.


“Esse aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio,” explicou a estatal.


Esse foi também o primeiro aumento do preço de um combustível no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, iniciado em 1º de janeiro. Até então, a estatal havia anunciado reduções dos preços do querosene de aviação, do gás liquefeito de petróleo (GLP) e do gás natural.


Segundo a Abicom, a gasolina A era vendida, no último dia 24, com defasagem média de 15% (-R$ 0,55 por litro) na comparação com o PPI nos polos da Petrobras. Com o reajuste, a defasagem passou a ser de 7% (-R$ 0,24/ litro).


No caso do diesel, cujo preço ainda não foi reajustado este ano pela petroleira brasileira, a defasagem média no dia 25 era de 6% (-R$ 0,26/ litro).


O PPI considera as flutuações da taxa de câmbio e do preço internacional do barril de petróleo, além de custos logísticos para internalizar os combustíveis importados.


Quando a Petrobras, que domina o refino nacional, não alinha seus preços ao PPI, dificulta a competição por parte dos importadores.


Durante as eleições presidenciais, o então candidato Lula disse reiteradas vezes que não é justa uma política de preços que considere custos de produção e frete internacional, uma vez que o Brasil é autossuficiente na produção de óleo cru e refina boa parte dele.


O governo eleito vem estudando a criação de referências regionais de preços para os combustíveis, considerando-se os custos locais de refino somados a uma margem de lucro, o que poderia prejudicar a concorrência e manter monopólios regionais para a Petrobras.


Indicado para presidir a Petrobras, o senador Jean Paul Prates disse que não haverá intervenção nos preços dos combustíveis, mas defendeu a discussão sobre a criação de um preço de referência regionalizado.

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