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Produção de biodiesel pode crescer até 26% este ano

Projeção da Abiove considera adoção de proposta apresentada ao governo para ampliação gradual da mistura do biocombustível no diesel fóssil.

Por CombusPro

A produção de biodiesel no Brasil pode alcançar 7,9 bilhões de litros em 2023, alta de 26% em relação ao ano anterior, caso o governo amplie a mistura do biocombustível no diesel fóssil de 10% (B10) para 14% (B14) até julho.

A projeção foi compartilhada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) com a CombusPro.

Junto a outras entidades do setor, a Abiove apresentou, em fevereiro, uma proposta ao Ministério de Minas e Energia (MME) para aumentar o mix de forma gradual: B12 em abril, B13 em maio e junho e B14 de julho de 2023 a fevereiro de 2024, com o B15 sendo alcançado em março do ano que vem.

“O aumento proposto visa a retomada do B15 de forma gradual e com a previsibilidade necessária para que todos os setores se ajustem,” ressaltou a Abiove por meio de sua assessoria de imprensa.

O cronograma da política nacional de biocombustíveis (RenovaBio) previa que, em 2021, a mistura chegaria a 13%, subindo para 14% em 2022 e 15% este ano.

Porém, em novembro de 2021, o governo federal decidiu manter a mistura em 10% devido à alta no preço da soja, principal matéria prima para produção do biodiesel no Brasil.

Um ano depois, o MME prosseguiu com a manutenção do B10, a fim de “conferir maior previsibilidade e garantia do abastecimento”.

A decisão gerou críticas dos produtores de biodiesel, que alegam terem feito investimentos maciços no aumento da capacidade de produção considerando o cronograma original do RenovaBio.

Com a mudança de governo, a expectativa é que os biocombustíveis ganhem novo impulso e que o mix do biodiesel no diesel fóssil volte a ser elevado, em linha com a agenda ambiental que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta implementar.

No entanto, empresas da cadeia produtiva de óleo e gás e indústrias relacionadas ao consumo de diesel pressionam o governo para manter o B10 por mais tempo, alegando que um eventual aumento abrupto poderia elevar os preços aos consumidores.

Representados por entidades como a Fecombustíveis, a Brasilcom e o IBP, os agentes afirmam que qualquer elevação deve ser precedida pela publicação das novas especificações de biodiesel éster pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A pressão pode ganhar mais força depois da decisão do governo de reonerar a gasolina e o etanol, impactando as vendas das distribuidoras, e taxar as exportações de petróleo cru, o que afeta diretamente as petroleiras representadas pelo IBP.

Por outro lado, a isenção de tributos federais sobre as vendas de diesel e biodiesel foi mantida até 31 de dezembro deste ano.

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