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Refinaria de Mataripe amplia participação no processamento de petróleo

Acelen, do grupo árabe Mubadala Capital, assumiu operação da planta na Bahia em dezembro de 2021


Por CombusPro


A participação da Refinaria de Mataripe no processamento nacional de petróleo

cresceu 1,8 ponto percentual no primeiro ano de sua operação privada.


Assumida pela Acelen, do grupo Mubadala Capital, em 1º dezembro de 2021, após aquisição da Petrobras, a antiga Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, respondeu por 13,2% do volume total processado entre aquele mês e novembro de 2022.


No período, ela ficou atrás apenas da Refinaria de Paulínia (Replan), segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) analisados pela CombusPro.


Participação de Mataripe entre dez/21 e nov/22. Fonte: ANP


Nos 12 meses anteriores (dez/20 a nov/21), a planta registrou participação de 11,4%, abaixo da Replan e da Refinaria Henrique Lage (Revap).


Participação da RLAM/ Mataripe entre dez/20 e nov/21. Fonte: ANP


Os principais combustíveis produzidos entre dezembro de 2021 e novembro de 2022 em Mataripe foram o óleo diesel S10 (2,53 milhões de m3), gasolina A (2,51 milhões de m3) e óleo diesel S500 (2 milhões de m3).


Entre outros destaques no período estiveram o óleo combustível (4,6 bilhões de kg), nafta (886 mil m3), querosene de aviação (285 mil m3) e gás liquefeito de petróleo (427 milhões de kg).




Ao longo de 2022, a Acelen anunciou uma série de marcos, como o aumento de sua fatia no mercado nacional de lubrificantes, saltando de 7% para 11% do total de vendas nos seis primeiros meses de sua operação, e o início da comercialização de butano.


Mais recentemente, em dezembro, a companhia anunciou a contratação de um navio do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier), importando, de uma só vez, dois milhões de barris de petróleo da Angola.


Com isso, a Acelen pôde substituir a vinda de dois navios do tipo SuezMax que costuma utilizar na rota, reduzindo em mais de 30% o custo do frete, uma vez que a quantidade transportada afeta o preço por unidade/barril.


Mataripe foi a primeira de um conjunto de oito refinarias colocadas à venda pela Petrobras conforme previsto por um termo de compromisso de cessação (TCC) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), assinado em 2019.


Somente três outras plantas, porém, foram vendidas: Isaac Sabbá (Reman), para a Atem Distribuidora; Lubrificantes e Derivados do Nordeste (Lubnor), para a Grepar Participações; e Unidade de Industrialização de Xisto (Six), para o grupo Forbes & Manhattan (F&M).


As demais refinarias incluídas no programa de desinvestimentos da estatal – Abreu e Lima (RNEST), Presidente Getúlio Vargas (Repar), Alberto Pasqualini (Refap) e Gabriel Passos (Regap) – devem ser mantidas no portfólio da Petrobras, atendendo a orientação da nova administração federal, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


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