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Uma semana após reajuste, Petrobras vendeu diesel com defasagem de 3% ante o PPI

Segundo o presidente executivo da Abicom, diferença ante o preço de paridade de importação tende a aumentar

Por CombusPro

Uma semana após o primeiro reajuste do preço do diesel pela Petrobras sob comando do presidente Jean Paul Prates, a defasagem média do preço de venda do combustível da estatal às distribuidoras foi de 3% (R$ -0,12/ litro) ante o preço de paridade de importação (PPI).

O cálculo é da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que utiliza como referência os valores para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO (Obrigação de Volume Renovável) e frete marítimo nas cotações.

No dia 8 de fevereiro, a Petrobras reduziu o preço do diesel A em suas refinarias de R$ 4,50 para R$ 4,10 por litro, queda de 8,9%.

Segundo a Abicom, em 15 de fevereiro, o combustível foi vendido com defasagens de 2% em Itaqui, 3% em Suape, 4% em Paulínia, 4% em Araucária e 2% em Itacoatiara, que são os principais polos da Petrobras.

A maior defasagem, contudo, foi registrada no Polo Aratu, da Acelen, do grupo Mubala, que opera a refinaria de Mataripe, na Bahia: 7%.

Com isso, na média geral, considerando-se os pontos de comercialização da Petrobras e da Acelen, a defasagem média do preço de venda do diesel em relação ao PPI no dia 15 de fevereiro foi de 4% (R$ -0,15/ litro).


Fonte: Abicom

À CombusPro, o presidente executivo da Abicom, Sérgio Araújo, disse que a tendência é que a defasagem do preço do diesel da Petrobras tende a aumentar, em função do aumento dos preços internacionais.

Quanto à refinaria de Mataripe, ele assinalou que a Acelen aumentará o preço do diesel e da gasolina a partir desta quinta-feira (16/2).

Ao longo do último ano, a defasagem média do preço doméstico de venda do diesel às distribuidoras registrou grandes picos, sendo o maior deles em março de 2022, quando a defasagem chegou a quase R$ 2,50/ litro, segundo a Abicom.

Fonte: Abicom

Gasolina

Já a gasolina A foi vendida, no dia 15, com preço, em média, 1% mais acima do PPI (+R$ 0,04) nos principais polos do país (Petrobras e Acelen), portanto, tecnicamente dentro da paridade, segundo a Abicom.

Em Itaqui, a diferença positiva ante o PPI foi de 2%; em Suape, de 3%; em Itacoatiara, de 2%; e em Aratu, de 1%. Já em Paulínia, o preço operou em exata paridade com o preço internacional (0%), enquanto, em Araucária, foi registrada defasagem de 1%.

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